8/28/2005 Naval-F.C. Porto, 2-3
Vitória empolgante Um mar de oportunidades, um guarda-redes em noite de felicidade e um goleador improvável, três tópicos centrais do Naval-F.C. Porto, um jogo de sentido único condimentado com momentos de excelente futebol azul e branco e requintado com verdadeira magia. Um espectáculo que devia resultar em vitória robusta e desafogada. Jamais com pitada de dúvida em relação à posse dos três pontos.
A qualidade ofensiva da equipa de Co Adriaanse foi encantadora na noite da Figueira da Foz. As maquinações de Ibson, Lucho, Diego, Jorginho, Lisandro e Postiga espalharam pânico e terror sob um relvado muito mal tratado e criaram uma sequência de jogadas impecáveis que deviam culminar com festejos. Durante largos minutos, a Naval não foi capaz de desenhar algo que se aproximasse de um lance atacante, valendo-lhe a inspiração do seu guarda-redes e a pouca sorte do F.C. Porto a concretizar.
Até ao primeiro golo, apontado no derradeiro instante da primeira parte, o Dragão dispôs de sete oportunidades claras de golo, quatro delas canceladas pelas defesas excepcionais de Taborda. Ao minuto 45, todavia, no 9º canto favorável ao F.C. Porto, César Peixoto acreditou que podia desviar a bola dirigida por Jorginho e abriu o marcador, chamando a si a feição de justiceiro.
Após o intervalo, e depois de ter tomado o pulso à tentativa de recuperação da Naval, o F.C. Porto dilatou o marcador, recorrendo ao mesmo método. Bruno Fogaça reanimou a esperança figueirense pouco depois, mas César Peixoto, de livre, e Postiga, num tiro à meia volta, podiam ter desfeito as ilusões caseiras imediatamente a seguir, contudo a sorte não colaborou.
O cenário de tranquilidade apareceu ao minuto 82, num golo de Hugo Almeida e, a partir daí, mesmo depois da infelicidade de César Peixoto que resultou em autogolo, pareceu demasiado evidente que o melhor futebol do F.C. Porto teria o justo prémio do triunfo. Um resultado imaculado teria sido mais correcto, mas os três pontos não escaparam. E já são seis na Liga 2005/06.
FICHA DO JOGO Liga 2005/06 (2ª jornada) Estádio Municipal José Bento Pessoa, na Figueira da Foz Árbitro: Lucílio Baptista (Setúbal) Assistentes: Luís Salgado e Hernâni Fernandes 4º árbitro: Nuno Afonso
NAVAL: Taborda; Carlitos, Nélson Veiga «cap.», João Paulo e Bessa; Glauber e Gilmar; Saulo, Fajardo e Márcio Luiz; Bruno Fogaça Substituições: Glauber por Rui Miguel (54m), Saulo por Leo Guerra (64m) e Márcio Luiz por Solimar (75m) Não utilizados: Sopalski, Aurélio e João Mendes Treinador: Manuel Cajuda
F.C. PORTO: Vítor Baía; Sonkaya, Ricardo Costa, Pedro Emanuel «cap.» e César Peixoto; Ibson, Lucho Gonzalez e Diego; Jorginho, Hélder Postiga e Lisandro Lopez Substituições: Hélder Postiga por Hugo Almeida (69m), Lisandro por Quaresma (78m) e Diego por Alan (85m) Não utilizados: Helton, Pepe, Paulo Assunção e Sokota Treinador: Co Adriaanse
Ao intervalo: 0-1 Marcadores: César Peixoto (45 e 52m), Bruno Fogaça (55m), Hugo Almeida (82m) e César Peixoto (86m, na p.b.) Disciplina: Cartão amarelo a Pedro Emanuel (27m), Carlitos (40m), Márcio Luiz (61m), Nélson Veiga (73m)
Fonte : F C Porto
Escrito por lalinha)_ angel às 14h54
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